quinta-feira, 19 de abril de 2012

O outro ainda vive.

‎Você me faz cair,
Fez de mim um sobreposto de apoio e nada mais.
E foi naquele tempo, em que eu era o mais forte de todos
Que fostes minha única fraqueza.

E, foi assim, que num agir além de mim
Arranquei-me á força para ti
Sacrificando meu eu ainda fraco,
ainda vivo
e inocente.

Mas, foi no cair do todo
Que pude me encontrar sobre teu tudo.
E foi assim que aprendi, de todas as suas maneiras
A que mais vou lhe fazer sofrer.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

odeio ter que aumentar o som
dessa porra de música
sabendo que isso vai me fazer
sofrer.
Odeio saber que essa saudade dói,
mas que me é precisa.

.

eu só precisava de um oi
de um amor
de um nada.
de uma mão
um carinho
ainda que na deslisão
uma prova que amor
era mais, do que (
Abraço)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Diz(s)éca-se

No eu,

no fato

Nos atos

Da falsa

Em verdade

De caso

Ilusão

Em desastre

Do eu

Louco

Insano

Perturbado

Conquanto

Já inexato

Fixo

móvel

Parado

morto

Crente

No eu

feliz

Da falsa

em verdade;

REALIDADE.

No sentir

A sensação, quando me veio à tona, deu-se por estranha.
Não por falta de compreensão,
Mas sim por sua inesperabilidade.

Sim, por mais que eu não verberizasse sobre minhas (in)certezas
Jamais, ou, pelo menos, acreditei que
No meu julgamento de verdades o amor fora, tão somente,
Uma manifestação de meu desejo (i)(r)racional de posse.

Se amei, não sei.
Talvez não.
Ou, se por o vício dessa falta,
Eu chorei,
Então, nesse meu "te" quer de volta,
Talvez lhe amei.


domingo, 25 de março de 2012

Para os meus Melhores AMigos (F).

Percebi que meus melhores
eram falsos
eram piores
Traidores.

Percebi que, no jogo dos interesses
que eu tanto ensinei a não os jogar;
Jogaram
Apostaram
Fazendo de meu eu (como se fosse um idiota depressivo)
Sua marionete.

Mas, no fim, os que te amam
Vão atrás - mesmo nas mentiras
E fazem de ti um alguém melhor.
Melhor do que (a falsidade dos inúteis) acreditavam o fazer.

sexta-feira, 23 de março de 2012

De ontem

Os falsos falam de amor como se fosse verdade,
Agindo sobre as hipocrisias de suas ilusões
-ora tão forjadas, tão falhas
e deprimentes.

Presos a um discurso da razão,
Da moral
Da certeza;
quanto, tão menos que animais,
Agem por um instinto que (por demais medíocre)
Iludem um mundo de justeza
Esdruxulamente concebido
Sob a legitimidade dos homens.