sexta-feira, 23 de março de 2012

De ontem

Os falsos falam de amor como se fosse verdade,
Agindo sobre as hipocrisias de suas ilusões
-ora tão forjadas, tão falhas
e deprimentes.

Presos a um discurso da razão,
Da moral
Da certeza;
quanto, tão menos que animais,
Agem por um instinto que (por demais medíocre)
Iludem um mundo de justeza
Esdruxulamente concebido
Sob a legitimidade dos homens.

Ao direito.

Descobri que saudade não era um sentimento,
não era uma palavra,
Tampouco dor ou momento.

Descobri que saudade era lembrar
De como fui capaz de, desgarrado de meu egocentrismo nato,
Perceber sob aquele infinitamente imperceptível jeito meu de ser
Que amei alguém mais do que a mim mesmo.

terça-feira, 20 de março de 2012

(F)eliz

O desistir não fora, a princípio, uma assunção do fracasso,
Pelo contrário, foi-lhe seu maior ato de coragem,
Ainda que maculasse de desassossego a alma.

Aquela crença de que felicidade é ser em tua essência o seu "eu",
Chegou ao fim como um desterro,
Um desespero
Uma agonia
Um não-querer racionalmente imposto
Que lhe deu o direito de ser feliz na medida de suas possibilidades.

E foi assim que aprendeu;
Que ser feliz não é vontade
Não é coragem,
Que ser feliz é, pois senão;
Adaptação.

sábado, 17 de março de 2012

(Deus)lidade

Não irei bancar o existencial pessimista,
Porque sei que ainda existe
......................................(pessimistamente) esperança.

Mas, fora meus pseudo-enganasionismos
Prendo-me a realidade da vivência para dizer
Aos que ainda virão ao mundo
...........................................[pois os vivos já estão mortos.
Que tudo (ou nada) é uma reali(des)dade
Presa a própria incongruência
De um Deus que deu aos homens
Aquilo que chamou de Humanidade.

Do hoje.

Talvez, em algumas vezes, eu ainda tenha chorado.
Mas, não mais por amor
E sim pela saudade;
Saudade daqueles momentos que, um dia, foram bons.

Talvez, por um tempo, eu tenha parado
Tenha desistido,
Ou, pelo contrário, tenha caminhado demais
Perdendo-me muito mais do que devia
Ou mesmo muito me encontrando.

Mas, de fato, continuei.
Respirando o meu ainda ar;
E vivendo.........
Sob dois terços de mim
E um terço de você.

sábado, 3 de março de 2012

3/3/12

Quando desci novamente,
percorreu-me, entre as veias (quiça já sem sangue)
Essa enorme tristeza:
De perceber que se perderam além daquilo que
.....................................suas próprias imaginações
Acreditaram.
Pois, desacreditei.
Não neles, mas em mim;
Desacreditei que qualquer força é (foi, está) capaz de vencer o que mais temia:
A racionalidade extremista.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

...

Nem sempre a noite será fria,
Porquanto seja sempre escura.
Nem sempre permanecerei invicto,
Porque padeço em minhas falhas.

Sim, no hoje, eu cansei de sorrir
De sentir
De tentar.
No hoje me calo sob a solidão
Naquele perplexo repensar
de partir,
desistir
"desamar".

No hoje, a imperceptibilidade das minhas agonias
Clamaram algo que nem eu, nem ninguém
Soube escutar.