domingo, 24 de outubro de 2010

CONFISSÃO

Eu não sei por que às vezes falo coisa por coisa
Num cantar estouvado, preso, confuso e passado.
São coisas, penso eu, que vêm da alma.
Frutos de um estrago feito e não consertado.

Por vezes me lembro que meus versos não eram assim;
Tão ébrios, tão tolos, tão fracos;
Meus versos cantavam sons sem começo nem fim.
Eram perfumes de raros os frascos.

Agora já nem bem sei o que são
Talvez quartetos rimados que se passam e vão,
Não são como outrora que marcavam a história.
Agora já bem sei: são restos da memória.

Pensar em compor eu já não penso,
Passeio em idéias, momentos,
Por vagos a inúteis pensamentos.
Passados, perdidos; restos do meu tempo.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

[ Incompleta...

E tudo quanto me era sorte
Joguei pela janela aberta
Junto do meu destino já sem norte
E da morte ainda incerta.

E, pois, que minhas asas
Já queimadas pelo Sol
Fez-me cair entre os ares
Da infinita desilusão.

E o que dizer se o dito me era fato?
Se dos meus sonhos, o retrato
Da vida que rasguei.

E porquanto, amando a todos como se todos o amassem
Desvendou em seu desterro
Que a voz da alma perece o coração
No abrir dos olhos em desespero
Enxergando uma realidade um tanto quanto em vão.

Fins

"As coisas sempre chegam a um fim. Elas têm que chegar. E será sempre assim. O partir não é algo fácil de superar. Muitos não superam. Não superarão. Mas, devemos acreditar que tudo é um tanto quanto passageiro nesta vida. Isso nos fará bem. Ter esperanças que um dia veremos quem já foi um dia não nos retira a dor da perda, isso é fato, mas ao menos nos ajuda a seguir um pouco em frente sem derramar tantas lágrimas pelo caminho."

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Hoje,

E sem saber como e porquê,
Sei que, instintivamente,
Apaixoinei-me por alguém.
.................................[que sequer conhecia

domingo, 27 de junho de 2010

Além

A vida, que de fato achamos sê-la, pode muito bem ser o que já se tenha passado. O que nos prova que "o hoje" já fora um ontem, ou que o futuro realmente tenha que ser o amanhã?
O que nos prova que jamais nos tenhamos visto antes, que eu nunca tenha segurado tuas mãos e lhe dito o quanto amo?
Não é que não exista de fato a realidade, mas apenas que, na verdade,o que é real foi aquele tempo em estivemos juntos, num laço de emoções, quer seja ontem, quer seja amanhã, sempre estivemos e estaremos vinculados. Assim, por mais que tudo tenha sido esquecido, que o dia já não seja tão agradável, ao encontramos nossos olhares novamente vamos nos lembrar da nossa realidade.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Resposta

O caminho nem sempre é fácil. Já não foi, não há de ser e, menos ainda, o é.
Atropelamos uns aos outros, seja por motivos quais; passamos por cima de tudo que poderia figurar como um obstáculo.
Não chorei. Não choramos.
A verdade, que não a minta; um de nós sofreu.
Não um pelo outro, e sim por termos olhando para trás quando nossas pernas insistiam em caminhar à frente.
Eu quis parar, mas fui covarde o bastante para me enganar. Enganei-me. Deixei que os olhos cerrassem aquela última esperança que ainda persistia em sangrar.
E o porquê de meus atos?
Não pergunte. Não tenho respostas. Pratiquei-os, tão somente, pratiquei-os.
Se foram por você, que seja.
Se foram por mim; desperdício.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sui Caederes

Não há mais tempo.

O Espelho está quebrado.

E o sangue ainda escorre.


Os cacos ainda cortam

Ainda ferem, ainda falam.

Cicatrizes, caos e cortes.

........................................[é o que dizem.


A porta já não abre

E a janela está fechada,

Mas não adianta nada.

......................................[no Inferno não há saídas.


As paredes ainda brancas

Estão frias, mortas,

Estão pálidas.


Não adianta dormir.

A noite não tem fim.

E o chão está frio.



Não há mais nada além dos cacos,

Além do sangue.

Não há mais Espelho

Não há mais tempo

Não há você.



Diga-me:

Em que lágrima eu te deixei?

.....................................[morrer