domingo, 27 de junho de 2010

Além

A vida, que de fato achamos sê-la, pode muito bem ser o que já se tenha passado. O que nos prova que "o hoje" já fora um ontem, ou que o futuro realmente tenha que ser o amanhã?
O que nos prova que jamais nos tenhamos visto antes, que eu nunca tenha segurado tuas mãos e lhe dito o quanto amo?
Não é que não exista de fato a realidade, mas apenas que, na verdade,o que é real foi aquele tempo em estivemos juntos, num laço de emoções, quer seja ontem, quer seja amanhã, sempre estivemos e estaremos vinculados. Assim, por mais que tudo tenha sido esquecido, que o dia já não seja tão agradável, ao encontramos nossos olhares novamente vamos nos lembrar da nossa realidade.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Resposta

O caminho nem sempre é fácil. Já não foi, não há de ser e, menos ainda, o é.
Atropelamos uns aos outros, seja por motivos quais; passamos por cima de tudo que poderia figurar como um obstáculo.
Não chorei. Não choramos.
A verdade, que não a minta; um de nós sofreu.
Não um pelo outro, e sim por termos olhando para trás quando nossas pernas insistiam em caminhar à frente.
Eu quis parar, mas fui covarde o bastante para me enganar. Enganei-me. Deixei que os olhos cerrassem aquela última esperança que ainda persistia em sangrar.
E o porquê de meus atos?
Não pergunte. Não tenho respostas. Pratiquei-os, tão somente, pratiquei-os.
Se foram por você, que seja.
Se foram por mim; desperdício.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Sui Caederes

Não há mais tempo.

O Espelho está quebrado.

E o sangue ainda escorre.


Os cacos ainda cortam

Ainda ferem, ainda falam.

Cicatrizes, caos e cortes.

........................................[é o que dizem.


A porta já não abre

E a janela está fechada,

Mas não adianta nada.

......................................[no Inferno não há saídas.


As paredes ainda brancas

Estão frias, mortas,

Estão pálidas.


Não adianta dormir.

A noite não tem fim.

E o chão está frio.



Não há mais nada além dos cacos,

Além do sangue.

Não há mais Espelho

Não há mais tempo

Não há você.



Diga-me:

Em que lágrima eu te deixei?

.....................................[morrer

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Três - I

Dizem que o coração humano é algo incompreensível. E de fato o é.
Assume, por vezes, vontade própria, levando ao descontrole o seu mero hospedeiro.
Nunca me deixei ser levado pelas enfadonhas peripércias da vida.E foi assim que antes mesmo de poder entregar meu coração a alguém, guardei-o.
Conquanto, movido por tal tolice, fiz-me infeliz.
Guradei apenas o coração, mas deixei no sangue o sentimento de me apaixonar.
E foi aí que errei; apaixonando-me sem sequer ter coração.

Sei que preciso encontrá-lo e lhe dar o devido lugar.
Entretanto, não sei a quem entreguei as chaves.

20/01/2010 22:11 PM Goiânia - GO

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Analítico

Instantaneamente não se é possível imaginar até que ponto podemos seguir com algo.
Não se tem um limite natural. Limitamo-nos por nós mesmos. E por isso se para. Tudo para. Nós paramos.
Nunca fui bom em tomar decisões as quais me cabiam resolver. Não porque não quis, porquanto por não ter coragem. E assim, engando-me aos poucos, dizia com meu eu: "E que o tempo cuide".
Ilusão. O tempo apenas disfarça. Apenas deixa que nossa máscara se encaixe agradavelmente.
Não há como se apagar as lembranças, e muito menos, apagar a realidade.

Eu não desiti por vontade. Desisti por razão, ainda que tola, eu desisti.
Talvez seja melhor pensar que seu caminho jamais encontraria o meu, ao menos da maneira como eu quisera que os encontrassem.
Não estou triste. Não estou feliz.
Não estou nada, nada além de mim.


18/01/2010 - Goiânia GO 23:03 PM

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Paradoxal

As pessoas não sabem um mínimo do que realmente elas são. Aliás, nunca souberam. Nunca saberão.
Eu não me perdi por capricho. Perdi-me por necessidade. Não me queixo da realidade, só não a acredito.
E, pois, que os pergunto; o que as pessoas são?
Eu não sei. Quem sabe?
Eu não.
Talvez um dia importe dizer que somos os mesmos, unidos num só. Mas, talvez isso seja prescindível. A vida é. Tudo foi.

Hoje as razões parecem se perder mais ainda. Creio que me acho em devaneios.
Quiçá, minha vontade...
Porquanto ainda tenho prazer em dizer: sou humano.

(00:38 PM / Goiânia / 14/01/2010)